Como “recomeçar” o CDS?

por Joana Bento Rodrigues
Membro da Comissão Consultiva da TEM/CDS

 

1) O que significa “recomeçar” o CDS?
Nos últimos anos o CDS descaracterizou-se, transmitindo uma mensagem pouco clara sobre os valores que o movem e quais as políticas que verdadeiramente interessam ao País e ao Bem Comum.
“Recomeçar” significa voltar aos valores fundacionais, assumindo sem complexos o CDS é um partido Democrata-Cristão e da direita democrática.

2) Como se pode “recomeçar”?
A única forma de o conseguir é mudando o rumo que tem sido seguido pelos órgãos dirigentes dos CDS.
A mudança de rumo e o voltar às origens só é possível mudando e renovando os órgãos dirigentes.

3) Como se mudam os órgãos dirigentes?
Esta mudança ocorre no Congresso Nacional do CDS, enquanto órgão máximo do Partido, que decorrerá a 25 e 26 de Janeiro de 2020, em local ainda por definir.

Entre outras competências, cabe ao Congresso:
• eleger o Presidente do Partido, a Comissão Política Nacional e o Secretário-Geral;
• eleger 70 Vogais do Conselho Nacional;
• eleger os Conselhos Nacionais de Jurisdição e de Fiscalização.

Dessa forma, irão a eleições no Congresso, não apenas os candidatos à Presidência do Partido, mas também listas para constituírem os órgãos dirigentes.

4) Quem vota e elege os órgãos dirigentes?
De acordo com os estatutos, votam todos os congressistas que fazem parte da Composição do Congresso e que se filiaram no Partido há mais de três meses, neste caso até 24 de Outubro de 2019.

5) Quem são os delegados eleitos a Congresso e como são “escolhidos”?
Antes do Congresso, ocorrerá uma convocatória aos militantes para a formação de listas de delegados, que serão submetidas a votação em Assembleia Concelhia.

6) Porque é tão difícil mudar o rumo do partido?
É muito habitual a formação de listas com delegados a Congresso com todos os elementos que fazem já parte das estruturas locais, com relações políticas que interessa manter e que podem, por isso, não ir ao encontro da real vontade dos militantes. Mas não tem de ser assim, nem devia a bem da democracia interna. Podem candidatar-se várias listas, com militantes “anónimos” que não fazem parte das estruturas políticas locais.

7) O que posso fazer para apoiar a mudança de rumo?
É muito importante que todos militantes, particularmente os “anónimos”, verdadeiros Democratas-Cristãos, que pretendem refundar o Partido, tenham uma participação muito activa no próximo Congresso.
Para isso, e a breve trecho (pois o tempo escasseia) esses militantes têm de ousar formar listas nas Concelhias para levar delegados a Congresso e votar nos órgãos dirigentes, fazendo-se ouvir.
Nas listas só podem constar militantes no CDS.

8) Como conseguir eleger delegados?
As listas serão votadas pelos militantes e os delegados serão eleitos pelo método de Hondt. Assim, quantos mais votos alcançar uma lista, mais delegados dessa lista poderão ir a Congresso. Daí a importância do passa-palavra, de reunir militantes das Concelhias, fazer tertúlias. Podem ser tempos muito interessantes para se conhecer pessoas com valores comuns, debater ideias e ter um papel cívico activo.

9) Estou sozinho?
Não. Se precisar de apoio, basta contactar a TEM ou qualquer elemento da corrente de opinião, seja pelo website (https://www.temcds.org/contactos/) seja pelas redes sociais, que lhe prestarão esclarecimentos e o apoiarão no que for necessário.

 

Composição do Congresso (Nº1 do Artº 25º do Estatutos do CDS-PP)

  1. Delegados eleitos para cada Congresso: 
    • pelas Assembleias Concelhias;
    • pelos Núcleos de Emigrantes;
    • pelos órgãos regionais competentes;
    • pelas Organizações Autónomas do Partido e organismos equiparados;
    • pelos colaboradores militantes do Partido;
  2. Delegados “por inerência”:
    • o Presidente do Partido;
    • os membros eleitos em Congresso para os órgãos nacionais;
    • os Senadores do Partido;
    • os deputados, em efectividade de funções, à Assembleia da República, às Assembleias Legislativas Regionais e ao Parlamento Europeu, desde que militantes do Partido;
    • os Presidentes das Comissões Políticas das Regiões Autónomas, os Presidentes das Comissões Políticas Distritais, os Presidentes das Comissões Políticas de Ilha e os Presidentes das Comissões Políticas Concelhias;
    • os Secretários-Gerais Adjuntos;
    • os Presidentes das Organizações Autónomas do Partido;
    • os Presidentes das Câmaras e das Assembleias Municipais, desde que militantes do Partido, e outros autarcas a definir em regulamento a aprovar pelo Conselho Nacional;
    • os membros do Governo e os membros dos Governos Regionais, indicados pelo Partido, desde que militantes do Partido;
    • os anteriores Presidentes do Partido e os 27 fundadores, desde que permaneçam filiados.

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