Ideologia de Género – A escola Francisco Torrinha

Senhor Presidente da Mesa (em funções)
Sra. Presidente do Partido
Estimados Conselheiros

Pela terceira vez, dirijo-me à Senhora Presidente para falar da “Ideologia de Género” e da sua imposição furtiva na nossa sociedade, dirigida particularmente aos nossos filhos, nas escolas portuguesas.

Fí-lo pela primeira vez, em nome da TEM, no Congresso de Lamego, em Março.
Pela segunda vez no Conselho Nacional de Évora, em Maio.
E faço-o pela terceira vez, hoje.

No Congresso, denunciei a implementação desta ideologia marxista em vários sectores da nossa sociedade, apelando à Senhora Presidente para que se empenhasse no combate, que considero ser o Combate da Nossa Geração. A intervenção foi pública e encontra-se disponível no sítio da Internet da TEM.

No Conselho Nacional de Maio, em Évora, denunciei a implementação furtiva desta ideologia nas escolas, tendo citado uma passagem do Plano Nacional de Educação para a Saúde, que de tão repugnante, me escuso aqui recordar (1).

Sugeri que encarregasse o Centro de Estudos do Partido para que abordasse de forma aprofundada este tema desestruturante da sociedade portuguesa, que, enquanto democrata-cristãos, temos o dever de combater.

Espero que aceite esta proposta da TEM e que a coloque em prática o quanto antes, trabalho para o qual estamos disponíveis para colaborar.

Publiquei nos meios de comunicação social, alguns artigos abordando este tema, sob diversas perspectivas.
Esperamos que acolha este nosso contributo para o esclarecimento dos nossos quadros.

Não posso por último deixar de referir, o episódio tornado público esta semana numa escola do segundo ciclo, no Porto, que demonstra bem da pertinência e da necessidade do combate à Ideologia de Género.

A questão não é exclusivamente a distribuição da “ficha socio-demográfica” a alunos com 9 a 10 anos de idade, mas toda uma doutrinação que está a ser feita, com a finalidade da normalização da iniciação sexual precoce, da promiscuidade sexual e até da pedofilia, sob pretexto de temas como educação para a cidadania ou educação para a saúde.

Saúdo a imediata reacção pública da Comissão Política Concelhia do Porto a que seguiram reacções de dirigentes nacionais, entre os quais a Senhora Presidente.

Apelo a que solicite a presença do Senhor Ministro, com carácter de urgência, para prestar esclarecimentos na Assembleia da República, e sobretudo que exija que seja imediata e liminarmente eliminada dos curriculae escolares a Ideologia de Género.

Obrigado.

Intervenção de Mário Cunha Reis
Conselheiro Nacional do CDS
Membro da Comissão Executiva da TEM/CDS

Reunião do Conselho Nacional do CDS
Lisboa, 11 de Outubro de 2018

 

(1) Plano Nacional de Educação para a Saúde, página 73: “Nos vários ambientes que a escola proporciona os alunos experimentam a sua sexualidade, quer seja nas suas brincadeiras, no estudo e nos namoros, mas também na relação com os DOCENTES e TRABALHADORES da escola.” “A educação para a sexualidade para ter os resultados desejáveis terá de dirigir-se à escola como um todo, PENETRAR em todos os seus ambientes, envolver TODOS os seus membros, aproveitar TODOS os momentos para, através de acontecimentos emocionais estruturados, CONSTRUIR MODELOS que promovam os valores e os DIREITOS sexuais, sobre os quais os jovens possam desenvolver a SUA PRÓPRIA IDENTIDADE e o respeito para com os outros.”

Referencial de Educação para a Saúde